Doctor Who S09E05 – The Girl Who Died

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Dragões, Odin, enguias elétricas, Vikings, uma mina de Game Of Thrones e o tema do The Benny Hill Show num episódio meio bom, meio estranho e meio incrível (e sem Jenny, por enquanto :T).

Antes de começar o post, só quero deixar claro que sim, ainda farei posts de “balanço geral” para as outras temporadas da série. Logo quando o post da primeira temporada foi pro ar, já me prontifiquei a ficar em dia, e aqui estou; então aguardem que já já sai os posts das outras temporadas (e, quem sabe, até um podcast).

E to fazendo esse review sem muito compromisso, então não vou garantir reviews semanais de todos episódios (tanto é que estou começando direto do quinto episódio). Vamos ver no que vai dar.

Mas bom, antes TARDIS do que nunca, vamos ao episódio (foi mais forte do que eu, desculpe).

The Girl Who Died é o quinto episódio da nona temporada de Doctor Who. Foi exibido na BBC One em 17 de outubro de 2015, com uma audiência média de 4,85 milhões. Escrito por Jamie Mathieson e Steven Moffat e dirigido por Ed Bazalgette, o episódio além de estrelar Peter Capaldi como o Doutor e Jenna Coleman como Clara Oswald, tem a participação de Maisie Williams, a Arya Stark de Game Of Thrones.

O episódio se dá início com o Doutor e a Clara no que seria o final de alguma aventura aleatória dos dois pelo tempo-espaço. Após salvar Clara de ser morta por um “Elfo do amor” e enfraquecer os inimigos dos Velusianos (seja lá o que tudo isso for), o Doutor e a Clara tem uma breve conversa sobre a responsabilidade de serem viajantes do tempo. “É legal fazer ondas, mas não maremotos”. Porém, como a própria Clara diz, o Doutor já é um maremoto. Essa discussão será retomada no fim do episódio, em que pretendo fazer uma comparação da situação com algo vivido pelo Décimo.

Porém, nem tudo são flores e o Doutor e a Clara são pegos como prisioneiros por Vikings.

Sem título

Esses Vikings levam os dois pra um pequeno vilarejo a 2 dias de distância de onde a TARDIS está como prisioneiros. Chegando lá, o Doutor parece reconhecer uma menina.

Diante do líder do vilarejo, o Doutor tenta, como sempre, manter o controle. Mas como é do Capaldão que estamos falando, ele é bem direto e diz que é Odin, e a prova para isso é… Seu iô-iô (se deuses usassem iô-iôs o mundo seria um lugar melhor). Porém, o próprio Odin surge nas nuvens (WHAT?), manda robôs pro vilarejo e eles teleportam todos os guerreiros do vilarejo para uma nave, junto com Clara e Ashildr, a menina que o Doutor reconheceu.

E nesse meio tempo, os óculos de Sol sônicos quebram.

NOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!

Na nave, todos os guerreiros são mortos mas Clara e Ashildr se safam por motivos de >roteiro< e se encontram com o tal Odin. Clara, que não é boba nem nada (tá, ela é boba sim, mas isso é discussão pra outra hora), usa sua experiência de vida com o Doutor e logo vê que Odin é um alien e tenta convencê-lo a ir embora na lábia. E ela quase consegue, se não fosse por Ashildr e seu orgulho Viking chamando o tal Odin pra GUERRA.

Malditos Vikins e seu orgulho por guerras.

Odin, que na verdade é um alienígena de uma raça chamada Mire, diz que no dia posterior aquele ocorrerá a guerra, e que é bom que o vilarejo esteja pronto para a morte. Como esse episódio tá cheio de gente orgulhosa, ele manda Clara e Ashildr de volta a vila para darem o recado. Lá, o Doutor, depois de certo receio em salvá-los, decide treiná-los para lutar (já que todos os guerreiros haviam sido mortos, só sobraram, ahm, não-guerreiros), até que, depois de umas conversas com Ashildr, com um bebê e descobrir que a vila tem enguias elétricas (>roteiro<), faz um plano para derrotar os Mire.

E, no melhor estilo Doctor Who, os Vikings vencem os Mire com um plano que não envolve morte nem batalhas, apenas o tema do Benny Hill Show, um boneco de dragão e uma ajudinha dos roteiristas. Porém, Ashildr morre no processo, e no momento mais emblemático do episódio, o Doutor a salva, causando algo que provavelmente será o cerne do próximo episódio.

CG aceitável? Primeira temporada não aprova

CG aceitável? Primeira temporada não aprova

O episódio foi um misto de “monstro da semana” com algo bem mais introspectivo. Tenho a impressão de que Jamie Mathieson escreveu o roteiro bruto do episódio, com todo o lance dos Vikings, do vilão, da estratégia e tudo o mais enquanto que o Moffat “interferiu” com os questionamentos da personalidade do Doutor.

Quando vi que o Doutor reconhece Ashildr no início do episódio, primeiramente pensei que ela seria uma regeneração da Jenny, a filha do Doutor do episódio “The Doctor’s Daughter”, da quarte temporada. Infelizmente, não foi o caso. Porém, ele reconhecê-la ainda não foi completamente explicado, e, considerando o dilema do Doutor no episódio, penso o seguinte: muita gente comparou a cena em que ele decide salvá-la com a “persona” Time Lord Victorius do Décimo no episódio Waters Of Mars (que aliás, é um dos momentos mais incríveis do Décimo e da série inteira no geral). Porém, não acho que seja necessariamente o caso. Ali, o Décimo decide salvá-los sabendo que o certo seria que eles morressem, por ser um ponto fixo na História, e, assim, causa uma quebra na ordem natural das coisas, reescrevendo algo que não deveria ser reescrito. Mas nesse episódio a situação é diferente. Primeiramente que não é um ponto fixo (ou, se é, não foi dito); segundo que, se fosse para Ashildr morrer, como o Doutor teria reconhecido ela no início do episódio? Pois se é assim, provavelmente o Doutor já teve contato com ela após tudo aquilo, dando a entender inclusive que aquilo tinha que acontecer (novamente o caso da cronologia pessoal de um viajante no tempo ser diferente da cronologia dos outros). Então o momento em que o Décimo Segundo decide salvá-la foi algo muito mais altruísta e, até mesmo, refém do tempo do que a atitude egoísta e superior do “Time Lord Victorius” (que considero como uma personalidade própria).

Aliás, esse episódio foi incrível para mostrar o quanto o Doutor Capaldi evoluiu. De um homem que não tinha certeza nem se era bom para um “louco numa caixa azul” para, agora, um ser disposto a salvar todos que puder, podemos dizer que o Doutor finalmente se encontrou. E terem usado o flashback do Décimo com a Donna no episódio do Capaldi foi uma das coisas mais geniais que essa série já fez. Pra mim, é óbvio que aquilo não era pensado quando o episódio foi feito, mas Moffat soube usar muito bem o que tinha em mãos e não fez o universo ter “dois Capaldis” ser apenas uma coincidência. E pra falar a verdade, eu nem fazia questão de que citassem aquilo, mas terem feito tudo isso casou perfeitamente com o suposto tema da temporada.

E tudo isso pode até ser overthinking, mas é só ver o flashback de Deep Breath usado. Tanto em aparência quanto em personalidade, os dois Doutores Capaldis já são completamente diferentes. E a maior prova disso foi a cena em que Clara e Ashildr voltam da nave de Odin no segundo quarto do episódio, em que o Doutor corre até Clara, dá um joinha, fala “não sou de abraços” mas corre para abraçá-la (aliás, que cena sensacional e divertida).

Um episódio ao mesmo tempo bobo e engraçado, mas muito significativo para este Doutor, com um dos momentos mais importantes da temporada. Agora só falta o Capaldão ter uma OST própria (ele tem agora? Não prestei muita atenção).

Considerações finais:

  • Ok, ok, episódio importante pro Doutor e tudo mais. Mas e a Clara? Vejam bem, a Clara é minha segunda companion favorita dessa série (só fica atrás da Donna), pois além de linda ela tem uma personalidade muito carismática e é muito inteligente (a cena inicial do Death In Heaven foi simplesmente genial). Porém, o drama dela com Danny Pink na oitava temporada ficou até “superficial” demais na minha opinião, e agora que esse conflito já foi resolvido, qual o papel dela? Ela está ali apenas por que quer? Ou é que nem a Rose que não consegue mais viver sem?
  • A referência ao tema do Benny Hill Show foi GENIAL;
  • Confesso que não gostei de algumas resoluções do episódio. O lance das enguias e da ilusão, apesar de criativo, achei que foi tirado meio que do nada;
  • Aliás, que vilão mais sem graça, heim? Tá ali porque sim, é do mal porque sim. Pelo menos não teve tanto foco;
  • Sou só eu que acho que o Capaldi tá muito melhor nessa temporada? Talvez pelo foco estar sendo mais nele do que na Clara, mas até sua roupa pra mim está melhor agora (meio “pijama”) do que antes. Isso que nem falei do cabelo, mas isso é metrossexual demais pra um cara que mal corta como eu;
  • A cena do Doutor fingindo ser Odin, apesar de curta, foi genial;
  • Será que o Ray-Ban sônico vai voltar?

Bom, agora é esperar pelo próximo episódio, The Woman Who Lived. Quem esperava que esse episódio fosse fechado deve ter se decepcionado (apesar de que foi bem fechadinho, sim, fora o conflito da Ashildr). Parece até que estão querendo compensar pela falta de episódios duplos das 3 temporadas anteriores :v
Mas e você, o que achou do episódio? Deixe aí nos comentários sua opinião, conversar sobre DW sempre é bom 🙂

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