Assassin’s Creed – Review SEM SPOILERS

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Será que os filmes adaptados de jogos finalmente acharam sua redenção?

Assassin’s Creed é um dos maiores nomes da atualidade no mundo dos jogos. Com uma franquia gigantesca, num nível em que chegaram a lançar 2 jogos num mesmo ano, mesmo possuindo uma qualidade questionável para alguns, é inegável o tamanho do poder da série. Era só questão de tempo até termos um filme.

Depois da recepção… Duvidosa, de Warcraft, eu me perguntava como esse filme se sairia. Apesar de, como nome, Assassin’s Creed ser gigantesco, na minha humilde opinião o setting parece menos atrativo do que o épico fantasioso de Warcraft. E o que vemos no filme é um uso muito maior do setting “atual” do que o da Inquisição Espanhola.

A história é movida através da intenção de pessoas do presente que querem algo que só será descoberto com uma visão do passado. E o passado que o filme nos entrega é bem eficiente: bonito (o filtro sépia dá uma identidade visual ótima, mas comentarei disso mais pra frente), simples em sua história e relativamente corajoso em sua execução (sendo na Espanha, todos falam apenas espanhol, o que me surpreendeu muito positivamente por mais óbvio que possa parecer). O maior problema nesse espectro é apenas Aguilar (o assassino principal que acompanhamos no passado), que não compromete como personagem mas falta muito pra ser alguém realmente interessante e cativante.

Os maiores problemas começam quando analisamos o presente, que é onde a maior parte da história acontece. No primeiro ato, o roteiro está ok; a narrativa consegue intrigar e trazer um peso relativamente forte ao personagem e ao que está acontecendo. Porém, no segundo ato o filme se perde, e culmina num terceiro ato simplesmente horroroso. Personagens tomam decisões porque sim, viradas de roteiro completamente previsíveis tentam ser surpreendentes e, claro, a exposição fica sempre presente. É até curioso como que um filme tão didático, que se preocupa tanto em ir explicando tudo, deixa alguns buracos e pontas soltas quase gritantes.

O maior mérito do filme vai pra sua parte visual. Coisas como o uso da águia para representar uma mudança brusca de cena ou a mudança do uso de cores entre o passado e o presente criam uma identidade visual competente ao filme. As atuações também merecem comentários: os atores não estão ruins, mas o roteiro que tem em mãos é tão fraco que é possível ver o quanto os personagens ali são limitados. Michael Fassbender começa o filme muito bem, para depois entrar num modo automático que em momentos fica involuntariamente cômico; Marion Cotillard está ótima, passando no olhar a determinação de sua personagem mas a dúvida moral que carrega; e Jeremy Irons, esse sim num modo completamente automático, não fede nem cheira. Quanto ao resto do elenco, há pouco a se comentar, afinal alguns dos atores interpretam mais recursos de roteiro do que personagens em si.

Assassin’s Creed foi um filme que subestimou demais o público. Assim como Warcraft, muito foi pensado em como adaptar o visual do jogo na linguagem cinematográfica e suas referências – e isso é bom. Mas pouco foi pensado em como contar uma história boa o suficiente para entreter o público geral que não jogou o jogo – e isso é bem ruim.

Foi sim, um passo adiante rumo à adaptações de jogos que sejam realmente boas, mesmo sendo um passo bem pequeno. Que venham continuações que aprendam com os erros do primeiro, tanto para Assassin’s Creed quanto para Warcraft.

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