Doctor Who – Balanço geral da 1ª temporada!

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Fantastic!

Meu contato com esse seriado, antes de assistir a essa temporada, se resumia a:

  • Um amigo muito próximo, dono de uma página de física no Facebook, que sempre comenta (e que comprou um bonequinho de um Cyberman da série no Anime Friends desse ano que era muito maneiro);
  • Leonardo Kitsune, lá do Video Quest, que é fã da série (e já fez alguns vídeos comentando de episódios específicos), assim como várias outras pessoas que acompanho;
  • irmã do Lex, que não aparentava gostar de nada muito “nerd”, mas que é fã da série.

E assim eu vivia, sem muito interesse aparente na série além daquela leve curiosidade de como ela tem tantos fãs “diferentes” assim. Mas então, assisti ao vídeo do Pipocando que falava sobre a série e fiquei numa expectativa gigantesca. Somando isso ao fato da série sempre estar ali entre os destaques da Netflix e ter entre seus responsáveis Steven Moffat, que também é responsável por Sherlock, uma das minhas séries favoritas, eu não resisti a dar um play no primeiro episódio.

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Para quem não sabe, Doctor Who é um seriado de ficção científica britânico produzido pela BBC de 1963 até os dias de hoje. Mas calma, não foi tudo direto: a série deu uma pausa em 1989, quando foi cancelada, voltando apenas em 2005, com um filme feito para televisão exibido em 1996 entre elas, e que continua no ar até hoje (o vídeo do Pipocando que eu citei no parágrafo anterior é uma bela explicação sobre isso, para quem se interessar).

O seriado conta as aventuras do Doutor, um alienígena da raça dos Senhores do Tempo, ou Time Lords, que com sua nave em formato de cabine policial britânica dos anos 60, a TARDIS (Time And Relative Dimension In Space), sempre viaja pelo tempo e espaço, resolvendo ou arranjando problemas, e sempre acompanhado de uma companhia. O segredo da longevidade da série é que a raça do Doutor de tempos em tempos sofre um processo chamado regeneração, em que ele troca de aparência e até mesmo de personalidade, mas mantendo suas memórias. Ou seja, diversos atores já interpretaram o Doutor na série. Mas agora, vamos a essa primeira temporada da “nova” série.

Ao centro, o atual Doutor, interpretado por Peter Capaldi.

Ao centro, o atual Doutor, interpretado por Peter Capaldi.

Contras

Bom, comecemos pela parte ruim.

É impossível falar de Doctor Who sem mencionar a tosqueira presente nessa primeira temporada. Tudo bem que na segunda temporada (onde estou atualmente) ainda não está lá essas coisas, mas já está muito melhor do que era visto na primeira. Bonecos horríveis, CG que chega a ser nojento, montagens com tela verde absurdas, e até mesmo reusar o mesmo cenário mais de 1 vez são constantes nessa temporada. Chego até a pensar que, se nessa temporada de 2005 mesmo as partes sem ser digitais já eram bem feias, imagine na série clássica (que ainda não assisti).

Mas se contextualizarmos a produção, vemos que, por mais feio que possa ser, é “compreensível”. Primeiro que foi feito pela BBC de Cardiff, que, parafraseando o pessoal do WhoCaresPod, é a “Globo de Juíz de Fora”; ou seja, o orçamento naturalmente já não era muito grande se comparado a de uma emissora fechada. Segundo que essa primeira temporada foi quase que uma “aposta”; o filme para TV de 96 era uma tentativa de reviver a franquia que falhou, então havia o medo dessa primeira temporada não fazer muito sucesso, deixando a produção meio cautelosa quanto a orçamento.

Por conta disso tudo, além dos efeitos péssimo, a própria fotografia é horrível. O visual dá aquele aspecto de amadorismo que lembra até mesmo novelas da Globo antes de serem transmitidas em HD (aliás, quando a série começa a ser transmitida em HD, se comparar aos primeiros episódios chega a ser algo assustador a melhora). Além também da trilha sonora não ser tão chamativa.

E por último, a história. Todos os episódios tem momentos ótimos, mas alguns abusam demais do Deus Ex Machina e do Doutor tirando soluções do cu vórtex temporal como se fossem nada. Além do episódio duplo dos Slitheens, que são muito engraçados, algumas vezes por querer e outras não.

O QUE DIABOS ESTOU FAZENDO DA MINHA VIDA?!

O QUE DIABOS ESTOU FAZENDO DA MINHA VIDA?!

Prós

Bom, depois de tudo isso, parece que odiei a série, não é?

Muito pelo contrário. Fazia tempo que eu não ficava tão imerso em alguma obra quanto estou em Doctor Who.

Primeiramente que o Doutor que acompanhamos, o Nono, interpretado por Christopher Eccleston, é um ótimo personagem. Último sobrevivente da guerra entre os Senhores do Tempo e os Daleks, este Doutor carrega consigo todo o peso de estar sozinho no Universo de uma maneira ótima. É impossível não simpatizarmos com ele, pois mesmo sendo grosseiro e ficando fora de si em vários momentos, conseguimos ver toda sua insegurança e medo. Além de que o Nono Doutor sabe misturar muito bem esse drama e seriedade toda com o característico carisma do personagem, sendo muito “palhaço”, irônico e com um ótimo humor em quase todo episódio. É muito difícil não se emocionar em seu momento final na série, quando está prestes a se regenerar. Christopher Eccleston quase carrega a primeira temporada na costas.

Temos Rose, interpretada por Billie Piper, como a companheira do Doutor nessa e na próxima temporada. Apesar de não ser uma personagem lá muito carismática, a Rose é um espelho para o espectador que está assistindo a série a partir dessa temporada, apenas, então é uma personagem muito importante. Além de ser quem mantém o lado humano do Doutor vivo nos momentos de dificuldade.

E temos outro ótimo personagem, o Capitão Jack Harkness, interpretado por John Barrowman (o Malcom Merlyn de Arrow), que a partir do episódio 9 se torna mais um companheiro do Doutor. Moldado a partir do próprio Barrowman, o Capitão Jack é o típico personagem canastrão, que conquista a todos com seu carisma e que ganhou até um seriado próprio, chamado Torchwood.

Além dos personagens, o interessante de Doctor Who é o universo criado. Primeiramente que temos um herói que não é porradeiro, que quase nunca resolve as coisas apenas na base da luta, sendo um personagem muito mais cerebral. E é incrível ver como ele consegue escapar de tantas situações de vida ou morte usando apenas a lábia e o próprio cérebro.

Segundo que a série traz reflexões muito interessantes sobre igualdade, individualidade e até sobre a vida, o universo e tudo o mais (sim, foi proposital). Aliás, as semelhanças com a série de livros de Douglas Adams não param por aí: por falta de repertório não sei se isso é comum, mas o humor da série (que é ótimo) lembra muito o dos livros do Guia do Mochileiro das Galáxias (com direito a um episódio mais pra frente chamado 42). Tudo isso, é claro, além da gigantesca e ótima mitologia criada na série.

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Considerações Finais

Como sei que tem gente que assiste a episódios isolados de Doctor Who sem a continuidade, acredito que os melhores episódios dessa primeira temporada sejam The End of The WorldDalekFather’s Day,  e as dobradinhas The Empy Child+The Doctor Dances Bad Wolf+The Parting Of The Ways. Ah, e o episódio The Long Game também vale a pena por ter Simon Pegg no elenco.

Se você aprender a “abraçar” a tosqueira e os efeitos horríveis, terá um seriado com um drama sensacional, além de uma comédia ótima. E nessa primeira temporada as tramas são muito bem construídas, como o conceito do Bad Wolf que é apresentado em vários momentos imperceptíveis ao longo da temporada para tudo se concluir no último episódio.

Enfim, corra e mergulhe de cabeça nessa incrível série!

E confira também os podcasts do WhoCares, que analisam episódio por episódio da série e o vídeo do Kitsune analisando o primeiro episódio!

Nota: 9

E você? Gosta dessa primeira temporada? Qual seu Doutor favorito? Deixe aí nos comentários! \o/

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3 comentários sobre “Doctor Who – Balanço geral da 1ª temporada!

  1. Obrigado pelo incentivo!

    Eu comecei a assistir em 2013 mas, por falta de tempo, parei antes do décimo episódio da primeira temporada.

    Realmente, apesar dos efeitos, as histórias são muito interessantes.

    De volta à imersão!

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    • Opa, imagina!

      Poxa, é nessa reta final que a temporada fica boa mesmo! Hehe

      E sim, as histórias são muito interessantes. E olha que fica melhor ainda mais pra frente, quando o Moffat assume como showrunner.

      E é muito legal acompanhar as regenerações do Doutor e as acompanhantes dele. Que bom que o post te incentivou! Rsrs

      Curtido por 1 pessoa

  2. Pingback: Doctor Who S09E05 – The Girl Who Died | Chat Supremo

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