Class – Season Finale e balanço-geral da 1ª temporada!

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QUE PORRA FOI ESSA, PATRICK NESS?

É… Class acabou.

(Na mesma semana de Westworld, ainda por cima.)

O nome do episódio, “Os Perdidos”, explicita a principal temática que a série aborda: jovens perdidos que se acham entre si. Porém, as coisas não são fáceis assim, como vimos à 2 episódios atrás, e mesmo tendo tudo à favor para que a amizade deles se fortaleça, as vezes as adversidades acabam superando a esperança. E tudo isso é dito apenas nos primeiros minutos do episódio, com April cantando uma música composta por ela (que leva o nome do episódio) enquanto vamos vendo cenas dos outros personagens (que, aliás, é um recurso bem, mas BEM brega).

Então caímos nas 2 maiores qualidades do episódio: novamente, a Quill, e o relacionamento entre Charlie e Matteusz (aliás, tudo envolvendo o Charlie nesse último episódio foi de alto nível). É inclusive meio triste que esse último episódio não tenha focado quase nada na relação entre Quill e Charlie, que foi o foco na série inteira e logo agora que seria o clímax disso foi deixado de segundo plano em prol do plot principal do episódio.

Episódio esse, aliás, que é muito bom até sua metade.

Temos a volta do antigo Rei dos Shadowkin. Apesar de, à 3 episódios atrás, sua trama ter sido aparentemente concluída, seu retorno não ficou tão forçado e é até justificável, já que um personagem como ele não teria um fim apenas sendo preso e sem querer vingança.

E então, temos o plano dele em ação, que afeta diretamente os personagens. É um plano bem “pesado” de se colocar numa série assim, mas funciona bem até certo ponto.

Enquanto isso, por outro lado, temos a trama da Quill, que acorda grávida e… Isso não muda praticamente nada.

E aí começam os defeitos do episódio.

Sua segunda metade é tão corrida que consegue estragar a boa impressão que a primeira metade havia causado. Só como exemplo, temos a cena em que Quill “ensina” Tanya à lutar. Aquela “aula” foi o que, 20 minutos? E quando rola a invasão do Shadowkin, Quill e TANYA que são as responsáveis por lutar contra os soldados? Uma menina de 14 anos que acabou de aprender a lutar tá batendo em soldados alienígenas treinados? Que porra é essa?

E aí temos também mais da novela April x Ram, que tem um desenvolvimento forçadíssimo nesse episódio. Os episódios anteriores estavam usando uma abordagem tão madura, tão rara, pra chegar nesse episódio e April ceder? Claro que ela estava sob pressão no momento, mas no próprio episódio vimos no começo que ela e Charlie estavam mais próximos, então pra que estender mais a novela com o Ram?

Além de vária inconsistências de roteiro. Sem cair nos spoilers, mas é só lembrarmos que no meio do episódio foi dito que agora Charlie estava no mesmo buraco que April. Ou seja, se o Rei morresse, April e Charlie morreriam. Mas no fim do episódio, não lembram disso.

E ah, o fim do episódio. Apesar de não ser de inteiro ruim (afinal, temos toda sequência ótima focada no Charlie e uma mini conclusão para o relacionamento dele com Quill)… O que diabos foi aquele cliffhanger?

Agora, se for pra levantar um lado bom, pelo menos tivemos um puta gancho pra trama da segunda temporada. Toda a história dos Governadores, que estava em o quê, terceiro plano ao longo da temporada, apesar de não se concluir, fez uma revelação que animou à todos os fãs para a segunda temporada. O problema é se aquilo se misturar novamente com a trama dos Shadowkin.

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Então, chegamos ao final dessa curta jornada.

Class conseguiu superar as expectativas de todos que estavam de nariz torcido pra esse spin-off. Um roteiro maduro, subversivo e que saciou um pouquinho a fome que nós, fãs de Doctor Who, estamos devido ao intervalo de 2 anos para a próxima temporada.

Os efeitos visuais da série quase nunca deixaram a desejar, e tivemos ótimas revelações com alguns atores que tem tudo pra brilhar nos próximos anos, como o de Charlie e a da April.

Nem tudo são flores, claro. Como você deve ter acompanhado até aqui, continuo vendo certa dificuldade em criar ameaças e tramas realmente interessantes (apesar de Ness compensar com a relação entre os personagens, mais orgânico do que nunca), e espero que, se tivermos uma segunda temporada (e por favor, que tenha), que Ness aprenda a lidar melhor com esses problemas, já que imagino que não deva ser nem um pouco fácil escrever o roteiro de todos os episódios.

E você, o que achou de Class?

Que venha a próxima temporada!

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