Fazendo um jogo indie – Semana 1

13918905_732249970210687_1311240731_o

Seja bem-vindo(a) ao mais novo desafio do semestre.

Pra quem não sabe, não, eu ainda não sou um “adulto formado”. Atualmente, me encontro cursando a faculdade de Jogos Digitais.

E o interessante dessa faculdade é que não tem TCC, o famigerado Trabalho de Conclusão de Curso. Isso porque todo termo, ou seja, a cada 6 meses, tenho que entregar um jogo teoricamente pronto.

E estando no segundo termo no momento em que digito esse texto, fica entendido que não só tenho que fazer um jogo até o fim do ano como já fiz um no semestre passado.

Porém, semestre passado foi um caos só. Apesar de começar a ter as ideias no primeiro bimestre, deixamos praticamente tudo (sim, tudo) pro segundo bimestre. Não dá nem pra descrever o desespero de faltar 3 dias para a apresentação do jogo para a bancada (tipo apresentação de TCC, Mestrado e tudo o mais, mesmo) e só ter 1 fase das 3 prontas. Sim, só 3 fases, pois quando se está fazendo seu primeiro jogo indie querer mais do que isso (a não ser que já haja certa experiência e um empenho inimaginável envolvidos) é quase sinônimo para “não conseguir.

E ah, sim, obviamente os jogos são feitos em grupo. No bimestre passado, a média era de uns 7, até 8 membros por grupo, enquanto que esse semestre tivemos que diminuir o número para 5 (aliás, não tem nada mais difícil que ter que segregar as pessoas da sala. Sempre alguém sai magoado, e todo mundo vira praticamente objeto pra se trocar).

Enfim. Menos pessoas, mas mais experiência. Primeiro dia de aula no segundo termo, e coincidindo com o primeiro dia de Agosto. Hora de começar a fazer um jogo.

Visto que semestre passado na primeira semana de aula nós ainda estávamos nos conhecendo, terminar a primeira semana com o que meu grupo tem já me dá um alívio enorme.

Primeiro, nos sentamos e fizemos o brainstorm; ou seja, jogamos as ideias que tínhamos para jogos e fomos anotando tudo o possível.

A primeira ideia que eu tive era de um jogo estilo Megaman mas num cenário Steampunk. Então, depois, pegamos elementos de um conto escrito por uma membra do grupo e incorporamos na história, até que no fim acabamos alternando o cenário e no fim virou uma espécia de Megaman com Castlevania num cenário Cyberpunk.

Dito isso, fui tentar criar o design do nosso protagonista: um ciborgue sem memórias, que está atrás de fragmentos de suas memórias espalhados por um cenário. A ideia foi que na verdade o jogo teria 1 fase grande, mas separada em capítulos, ou atos.

Então, comecei a desenhar. Fui desenhando pensando em algo no estilo dos protagonistas de Castlevania, ou seja, um homem aparentemente adulto ao invés de “personagens baixinhos” como seria se fosse algo mais voltado para o estilo Megaman. Então, fui adicionando elementos cyberpunk em seu visual, ao mesmo tempo em que adicionei pequenos elementos condizentes com o passado do personagem: sendo um ciborgue sem memórias que acordou num beco, o desenhei com vários machucados e pedaços meio danificados, além de uma espécia de “capa” que ele usa para cobrir seu lado direito. Decidimos que o protagonista teria 2 ataques, e assim foi feito: em sua mão esquerda, um buster, no melhor estilo Megaman, mesmo. Na sua mão esquerda, um chicote, que pretendemos fazer ser de neon, choque ou luz.

E após fazer a calça meio rasgada (totalmente copiada de uma imagem que encontrei digitando “cyberpunk pants” no Google), senti que faltava algo em sua cabeça. Então, fiz um quepe, num melhor estilo Steampunk, com os óculos e tudo, mas de um jeito que não destoe tanto do universo Cyberpunk em que está inserido, desenhando linhas que poderiam ser de neon ao longo do quepe.

E depois de definirmos o visual, fui atrás de já começar a desenhar os sprites. Quando fiz o primeiro e vi que não ficou bom, só decidi deixar pra semana que vem, mesmo.

Mais coisas que fizemos durante a semana: aprendemos elementos de Design para incorporar no jogo, como no menu, na tela de pause, no HUD; decidimos algumas mecânicas envolvidas e elementos de gameplay, como um momento em que ele achará uma moto; começamos a aprender a mexer no Unity, engine conhecida por ser usada para se fazer vários jogos, e que será a que usaremos nesse semestre (ao contrário do semestre passado, que usamos o Construct).

Então, é isso. Todo domingo pretendo escrever esses pequenos resumos do que foi feito para quem quer acompanhar o processo de desenvolvimento de um jogo indie. Espero que se divertem acompanhando igual eu e meu grupo nos divertiremos fazendo.

Até a próxima.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s