Def Leppard – Def Leppard (2015)

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De volta com os reviews musicais com a banda “clássica” de rock mais dançante de todas.

Eu adoro Def Leppard. Digo, até então, nunca tinha ouvido um álbum inteiro dos caras, mas as músicas que eu conhecia eu sempre adorei. É aquela linha tênue da música que é pop demais pros “roqueiros true” gostarem mas pesada demais pra quem não gosta de rock gostar.

E Def Leppard, álbum homônimo lançado ano passado, foi ouvido por mim com certo receio: nunca tinha ouvido nada pós-Slang dos caras e demoraram uns 7 anos entre um álbum e outro e isso geralmente não é um bom sinal.

E o que achei do álbum?

Let’s Go – o álbum começa bem morno. Let’s Go é uma música que não é nem animada demais e nem calma demais. Um riffzinho interessante, mas versos fracos e um refrão que, apesar de grudento, não chama tanto a atenção. No momento não sei dizer se os vocais estão mais contidos pela idade do vocalista ou se foi uma escolha para a música, mesmo. Primeiro single do álbum, ganhou um clipe horrível, sem sentido nenhum (sério, cada vez mais tenho a certeza de que poucas bandas de rock/metal sabem fazer clipes bons), que você pode conferir abaixo. Nota 6/10.

Dangerous – Aqui, as coisas melhoram bastante. Uma música bem mais animada, grudenta, bem no estilo Def Leppard. Seu clima me traz de volta a algo mais “adolescente”, “fim de tarde”, sei lá. Difícil explicar com palavras. Interessante que, acredito que seja mérito da produção, mas essa música tem aquele detalhe de que dá pra ouvir a palhetada nas cordas da guitarra, coisa que dá um toque muito mais pessoal e até “visceral” (olha essa comparação, que bosta) na música e menos “automática”. Pena que tem um clipe tão merda quanto o primeiro, como você confere abaixo. Nota 8/10.

Man Enough – A faixa já começa com um baixo super dançante, clima esse que se mantém por toda sua (fantástica) extensão. Apesar da letra fraca, consegue ser um tanto quanto divertida, e mesmo sem esse mérito só o ritmo da música já a salva. Nota 9/10.

We Belong – Música que já dei play com certo hype por ver nos créditos do álbum que todos da banda assinam o vocal dela. Começando bem melódica, a música se apresenta como a primeira “balada” do álbum. Mas ao invés daquela música de levantar o isqueiro no show como uma “Love Bites” da vida, essa é na verdade apenas uma música mais calma, não se vendendo tanto como as baladas dramáticas da banda. Engraçado que os vocais dos outros membros da banda se passam até meio despercebidos nos versos. Nota 7/10.

Invincible – Olha, nenhuma surpresa. Uma música bem contagiante, não chega a ser animada como Dangerous ou “grooveada” como Man Enough, mas tem uma melodia super agradável com um ótimo refrão. Nota 8/10.

Sea Of Love – Pelo nome, jurava que seria uma balada, mas fui surpreendido. Sea Of Love é uma música bem animada, e diria que até bem “diferente”. Bem mais voltada para o pop, a música, apesar do refrão um pouquinho mais fraco, apresenta versos incríveis e um riff bem contagiante. Nota 9/10.

Energized – Essa daqui tá completamente entregada ao pop. Uma batida eletrônica ao longo de toda música, violinos (?) e, como sempre, vários “oooh-oooh”s. Mas apesar de tais elementos, é bem menos “balada” do que poderia ser. Mas ainda assim, bem fraca. Nota 4,5/10.

All Time High – Essa música é 100% Heavy Metal/Hard Rock anos 80. Sério. Quase senti a calça de oncinha apertada enquanto ouvia. Mas no caso de Def Leppard, isso é um ponto altíssimo. Nota 9,5/10.

Battle Of My Own – Primeira música acústica do álbum (apesar das guitarras ao final), e assim como Sea Of Love me surpreendeu pelo nome, Battle Of My Own me surpreendeu pelo fato de ser acústica e eu esperar uma Two Steps Behind genérica. Não, o que temos aqui é um folk (??!!!) de altíssima qualidade, com seu único defeito sendo talvez seu pré-refrão, meio desnecessário (tanto que no final da música a transição do verso para o refrão funciona muito bem sem ele). Nota 9,5/10.

Broke ‘N’ Brokenhearted – Okay, vou parar de julgar as músicas do Def Leppard pelo nome. Broke ‘N’ Brokenhearted, novamente, pelo nome parece ser uma balada, mas as coisas são bem diferentes. Um rock rápido, direto, com uma letra divertida e muito bem montada (o esquema de ritmos está ótimo), chama atenção pela simplicidade. Nota 9/10.

Forever Young – Uma das músicas mais pesadas do álbum, apresenta um riff fantástico e um refrão bem legal. Apesar dos versos serem um pouco mais fracos, o resto se salva. Nota 8,5/10.

Last Dance – Mais uma acústica, mas dessa vez sem a magia da Battle Of My Own. Temos aqui uma baladinha sem sal, mas pelo menos sem tanto açúcar. Não cheira, mas também não fede. Nota 5/10.

Wings Of An Angel – Pra compensar a anterior, temos aqui uma ótima música, que tem em seu maior defeito o pré-refrão completamente jogado ali. Mas um dos melhores refrões do álbum numa de suas melhores músicas. Nota 9/10.

Blind Faith – Música final do álbum também é uma das mais indiferentes. Tem uma ponte ótima, mas não chama tanta atenção. Nota 6/10.

No fim das contas, é um ótimo álbum da banda. Não sou tão conhecedor da discografia dos caras pra dizer se é melhor que os últimos trabalhos, mas é um daqueles álbuns que se estiver como próximo na sua playlist, pode ouvir sem medo que vai ser diversão garantida ao longo de seus 55 minutos.

Nota final: 8.

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