Power Rangers – Galáxia Perdid-O QUE?!!

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CALMA, EU POSSO ME EXPLICAR.

Isso vai ser mais estranho pra mim do que pra você, acredite.

Tá bom… Por onde começar?

Bem, há algum tempo atrás, dormimos eu e o Lex na casa do Darf. Enquanto estávamos deitados antes de dormir, a conversa foi parar em aberturas de desenhos antigos e, antes de repararmos, já estávamos discutindo qual abertura de Power Rangers era melhor.

Ah, por favor. Pode falar o que quiser, mas não existe UMA abertura de Power Rangers que seja ruim (tá bom, exceto a de Força Mística. Essa é uma merda). As músicas sempre são bem marcantes, e edição das imagens QUASE torna as obras assistiveis. Quase.

Nessa, fiquei me lembrando das aberturas que eu gostava mais. Enquanto o Darf é um trouxa que prefere a do In Space, sempre gostei mais da do Lost Galaxy.

Então, sim. Comecei a me viciar tanto nela que comecei a assistir só por causa da abertura.

E pra contribuir, o Netflix me fez um favor de ter TODAS as temporadas, com a dublagem original e tudo.

E você sabe que ninguém resiste quando começa o “POWER RAAAAAAAANGEEEEEEEEEEEERS (LOST LOST) GALAXYYYYYYYYY”.

POR FAVOR, NÉ, MELHOR ABERTURA

Então, bem, lá fui eu, encarar 45 episódios de algo que devia fazer uns 10 anos que eu não assistia.

E caramba… Que tarefa mais complicada.

Enquanto você assiste, rola um misto de sentimentos muito sinistro: nostalgia, animação, raiva, compreensão… Power Rangers não foi feito pra um universitário depressivo assistir, e sim para crianças que não vêem defeitos em nada.

Há um certo discurso que defende que uma obra infantil não precisa ser exclusivamente infantil. Sou completamente favorável a isso, pois existem obras que são fantásticas tanto para crianças quanto para adultos. Tanto é que minha série favorita, Doctor Who, teoricamente é pra “crianças” londrinas, mas se supera tanto que quase não ouço relatos de crianças que assistam e entendam.

Com Power Rangers, o negócio é diferente. O roteiro é quase sempre apenas uma desculpa para sequências de luta, transformações, robôs gigantes e armas para vender bonequinhos.

Calma, calma, eu sei que Power Rangers sempre é oriundo de um Tokusatsu… Mas o esquema narrativo japonês é diferente, e como nunca assisti nenhum Super Sentai (o que pretendo mudar em breve), não posso fazer uma comparação com os roteiros de Power Rangers.

Em Galáxia Perdida quase não há espaço para sentido ou explicações: as coisas acontecem e você simplesmente aceita. Os personagens tem uma falsa tridimensionalidade que chega a ser engraçada em alguns momentos; realmente não é algo recomendável para quem queira uma obra intrinsecamente boa, e sim, no máximo, para quem queira algo pra passar enquanto desliga a cabeça.

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Os protagonistas

Falando um pouco sobre a série em si, a parte técnica em alguns momentos é surpreendentemente boa. Se não me engano, até hoje, Galáxia Perdida foi o Power Rangers mais caro a ser produzido, e isso é visto na grande quantidade de computação gráfica que é visto ao longo de seus 45 episódios, além de muitos sets, maquetes, miniaturas e alguns cenários que duraram pouco mas que eram muito bons, como a cidade do “velho oeste alien” que aparece durante poucas cenas em alguns episódios.

Não dá pra ter uma opinião muito bem formada dos atores porque não é possível saber se eles são ruins daquele jeito porque é o que o papel obriga eles a ser ou se são naturalmente ruins. Quem mais se sai bem é o ranger verde, Damon, interpretado por Reggie Rolle, que além de fazer um trabalho “ok”, tem em seu personagem o que eu considero o mais bem trabalhado dos 5 protagonistas. Cerina Vincent, que interpreta Maya, a ranger amarela, não fica muito atrás; sua personagem apresenta momentos bem interessantes (apesar de clichês). Danny Slavin e Valerie Vernon, os rangers vermelho e a rosa Leo e Kendrix, respectivamente, não fedem nem cheiram, apenas cumprem seu papel de serem medíocres; Melody Perkins, que interpreta Karone/Astronema, a substituta de Kendrix no papel de Ranger rosa, também é surpreendentemente boa em seu papel, assim como Russell Lawrance, que faz Mike, o Magna Defender. Só Archie Kao, que faz o ranger azul Kai, que é ruim de todos os ângulos.

E temos também Amy Miller, que além de linda faz um papel ok como a vilã Trakeena.

(E tem o cara que dubla o Capitão Mutiny no inglês que meu deus, QUE VOZ GENIAL. Melhor profissional da série inteira fácil)

Aliás, é engraçado que mesmo em inglês, 90% da série parece estar sendo dublado pelos atores. Não só nas cenas óbvias como as vestidos de rangers (já que, novidade: NÃO SÃO OS ATORES POR BAIXO DAS ROUPAS), mas até nas normais. As vozes são muito artificiais, sei lá.

Mas bem, vou ser advogado do diabo e elogiar alguns episódios. Os arcos do Magna Defender original, dos zords perdidos, da assenção de Trakeena e, principalmente da substituição da ranger rosa, foram quase que genuinamente “bons”. Acima da média para o padrão da série.

É isso. Acredito que até hoje Power Rangers nunca será feito para todas as idades, e sim quase exclusivamente para crianças.

Mas enquanto eu puder cantar, vou continuar gritando POWER RAAAAAAAAAAANGEEEEEEEEEEERS (LOST LOST) GALAXYYYYYY por aí.

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