Post do Leitor #2 – Coleção Salvat!

salvat

E dessa vez, com uma grande novidade.

Com esse post, gostaria de apresentar a vocês o mais novo redator do Chat Supremo!

Fernando Fidalgo Ribeiro, que já escreve atualmente uma coluna para o Dínamo Studios, do Daniel HDR, escreverá por aqui resenhas e matérias sobre várias coisas.

Porém, antes de seu primeiro post propriamente dito, aqui vai uma matéria dele em formato de “Post do Leitor” para que você, leitor ou leitora, já se familiarize com ele.

E se quiser fazer parecido om o Fernando ou com Deilson, do Post do Leitor anterior, é só mandar um e-mail para chatsupremo@hotmail.com ou falar com a gente no Facebook ou no Twitter.

Enfim, vamos lá! Aí vai:

Salvat – Coleção Oficial de Graphic Novels –  Será que valeu a pena?

Por Fernando Fidalgo

O ano de 2015 chegou ao fim e com ele a Coleção Oficial de Graphic Novels da Salvat, conhecida também pelo apelido de Salvat “Capa Preta”. Quer dizer, apenas em teoria, pois já foi anunciada oficialmente uma expansão da coleção básica. Em SP, RJ, RN, GO e PI a coleção já chegou ao número 60, e no restante do Brasil ao número 51, ou seja, na reta final.

Independentemente de qualquer opinião, uma coisa é certa: em termos de mercado a Coleção Oficial de Graphic Novels deu certo. Além de ir até o final – a interrupção destas coleções sempre é um medo dos brasileiros –  esta coleção abriu as portas para outras semelhantes e garantiu sua própria continuidade numa expansão opcional. Estas vitórias demonstram que a Coleção funcionou em termos editoriais e comerciais, dando inicio a um novo tipo de formato (no Brasil) para a publicação de Quadrinhos.  Indo um pouco mais longe, notamos que ela foi responsável também pela consolidação dos encadernados de Comics em geral, uma vez que demonstrou a possibilidade de uma publicação regular desse tipo de material. Ao passar por uma Banca de Revistas hoje é possível encontrar uma boa quantidade de encadernados de capa dura, algo em que não se pensava há alguns anos.

Nota-se que a Panini Brasil, responsável pela publicação das duas maiores editoras do mercado de Comics, está investindo cada vez mais nos encadernados de capa dura para bancas, com um preço mais acessível, em paralelo a publicação dos encadernados “de luxo”, onde também houve uma expansão. Um bom exemplo disso são as linhas da Nova Marvel e dos Novos 52, iniciadas no final de 2014 (com Batman: Corte das Corujas) e que ganharam força em 2015, com diversos lançamentos já anunciados para 2016. Lógico que a coleção da Salvat não foi a única responsável por essa expansão, mas seu sucesso não pode ser deixado de lado ao analisar o atual panorama das publicações de Quadrinhos no Brasil.

Nem tudo foi perfeito. Existiram problemas na Coleção, como os desacertos nos detalhes gráficos, principalmente nas capas, e o famoso problema da lombada desajustada. Vale ressaltar aqui que o problema da lombada – nas quatro primeiras edições -, pelo menos no meu caso, foi resolvido sem maiores complicações, com a entrega de quatro exemplares novos, sem custo algum. Outro problema frequentemente apontado pelos colecionadores diz respeito ao preço, uma vez que ele aumentou algumas vezes durante o andamento da coleção, nada muito absurdo, a princípio. Contudo, cabe ressaltar a incoerência de aumentar o preço em edições já publicadas com preço menor. Explico, uma vez que a distribuição da Coleção não é igual em todo o país, alguns exemplares do mesmo número acabaram sendo vendidos com preços diferentes, o que considero algo abusivo. É comum encontrar a venda coleções incompletas nos grupos do Facebook, de gente que não conseguiu continuar comprando devido ao alto custo mensal. Outro fenômeno interessante foi o surgimento de “capas” personalizadas – não oficiais – para aquele que compravam apenas edições avulsas, mas que não se contentavam com o problema da lombada incompleta.

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Coleção Expandida

Apesar dos problemas apontados, eu particularmente me sinto satisfeito. Afirmo, com convicção, que valeu sim terminar a Coleção. Porém, não tenho tanta certeza se eu recomendaria facilmente outros produtos semelhantes. Principalmente, por ser um compromisso muito longo, com um custo elevado. No caso desta coleção em especifico, o material é muito bom – o melhor entre as coleções semelhantes disponíveis no mercado – mas SEMPRE será necessário que o leitor reflita sobre alguns pontos antes de correr na banca e começar uma coleção deste tipo.  Analisar o que será publicado mais a frente é fundamental, ao menos que você tenha a capacidade de comprar apenas edições avulsas (sim, isso não é fácil).

Ironicamente, o próprio aumento nas publicações de encadernados, seja de banca ou de livrarias, que se deve em boa parte ao sucesso desta Coleção, me fez fugir deste tipo de formato. São tantos títulos de qualidade aparecendo no mercado que, na minha opinião, é mais saudável não se prender a uma coleção, mas sim escolher o que mais lhe agrada, aquilo que realmente você vai reler e guardar com carinho. O acerto da Panini foi apostar em “linhas” de encadernados deixando o leitor livre das “amarras” do desenho na lombada, mas mantendo o padrão de uma coleção, agradando assim tanto o consumidor eventual, quanto os colecionadores mais exigentes.

Apesar disto, como bom e velho nerd, não vou mentir, pelo menos a expansão da Coleção Oficial de Graphic Novels Marvel da Salvat, está garantida.

 

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