[RPG] Crônicas em Tormenta #2

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Que Nimb role bons dados para vocês também.

Darf aqui e vamos continuar a aventura?

Eu sei que sim, obrigado. Também amo vocês.

Depois de oferecer bebida anã na taverna Lobo Negro, Perestroika estava prestes a explicar as regras. O que se sucedeu? Venham comigo que vão saber.

Link para a parte 1 (para os que não leram ainda e para os que quiserem relembrar algo) : https://chatsupremo.wordpress.com/2015/11/05/rpg-cronicas-em-tormenta-1/

 

“Vários dos bêbados presentes começaram a gritar que participariam, inclusive o homem de kimono. Animado com a recepção calorosa a sua ideia, Perestroika prosseguiu:

– As regras são bem simples, meus amigos. Cada um que quiser participar deve contribuir com cinco tíbares de ouro – Tíbar era a moeda principal no continente de Arton, utilizada por basicamente todos os povos e reinos. Assim que ouviram que teriam que pagar, vários dos interessados reclamaram e se afastaram, ficando apenas para assistir. – O vencedor ficará com toda a grana.

– E como vamos saber quem ganhou? – perguntou um dos que ainda estavam interessados, um homem musculoso com barba rala.

– Será aquele que aguentar beber um gole dessa bebida junto com sua cerveja sem arregar. Se mais de um aguentar a primeira rodada, eles irão continuar tomando rodadas até que só um continue de pé. Então, aceitam participar?

Três homens permaneciam de pé em frente ao anão, que subira no banco para explicar as regras. Entre eles estava o homem musculoso e o homem de kimono. Todos eles pagaram os cinco tibares e se prepararam para beber da bebida que o paladino trouxera.

– Ótimo, ótimo. Temos três corajosos participantes esta noite. Vamos ver qual deles aguenta beber um gole do famoso Mijo do Diabo Azul! – Era a cerveja mais forte produzida pelos anões, que diziam ser capaz de derrubar até mesmo um demônio com um gole.

O primeiro candidato se aproximou e, após colocar um gole em sua caneca de cerveja e misturá-lo, entornou o copo. Mal terminou de beber e já estava caído no chão roncando inerte. Os presentes explodiram em gargalhadas. “O PRÓXIMO”, gritaram. Foi a vez do homem musculoso preparar sua caneca. Virou o copo e cambaleou um pouco. Antes que os homens pudessem começar a ovacioná-lo, caiu de cara na mesa inconsciente. Mais uma leva de risos e o salão ficou em silêncio para o último competidor.

O homem de kimono preparou sua bebida em silêncio, consciente dos olhares voltados para ele. Entornou-o com vontade. Cambaleou um pouco, chacoalhou a cabeça para desanuviá-la e para provar que estava sóbrio (ou quase) deu um salto mortal de costas e pousou equilibrado em uma banqueta. A plateia foi ao delírio, rindo, batendo palmas e gritando.

– Meus parabéns! Você é sem dúvidas o vencedor aqui! E qual seria o seu nome?

– Ryuken.

– Parabéns, Ryuken. Aqui estão os quinze tibares de ouro, assim como combinado. Calma, não vá ainda. Tenho uma oferta para você.

– E o que seria? – disse o homem, com uma expressão curiosa.

– Busco aventureiros para uma missão, em nome do grande Khalmyr!

– E que missão seria essa?

– Investigar um vilarejo mercante do qual não temos notícias, de nome Anubarak.

– Interessante…

De repente, ambos notaram que algo estava estranho. Ninguém além deles se movia. Até mesmo as bebidas que haviam sido jogadas para o alto pelos bêbados comemorando estava parada. O paladino puxou seu martelo e escudo rapidamente:

– Que tipo de magia negra é essa?

– Não é magia negra de nenhum tipo, anão. – Disse um homem, vestido com um sobretudo negro que o cobria completamente. Seu rosto não estava à mostra, pois vestia uma máscara de couro no formato de um bico e estava encapuzado pelo sobretudo.

– Quem é você? E o que, em nome de Khalmyr, você fez com essas pessoas?

– Devo dizer que não fiz nada que os prejudique. Eles apenas estão parados no tempo, para que eu possa conversar com vocês. E quanto a quem sou, pode me chamar de Yvhn. (Nota: Pronuncia-se Ívan)

– O que quer dizer com parados no tempo? – perguntou Ryuken.

– Estou dizendo que parei o tempo. Não quero bêbados bisbilhotando meus negócios.

– Então isso significa que você é forte? – perguntou Perestroika, já animado.

– Eu não conseguiria fazer isso se não fosse, não concorda?

– Venha conosco, Yvhn. Nós três daremos conta de investigar Anubarak!

Partiram ao raiar do dia, a pé. Assim que saíram de Valkaria rumaram oeste para as Montanhas Uivantes, a cadeira montanhosa onde ficava o vilarejo de Anubarak. A estrada era segura, com caixeiros viajantes, caravanas mercadoras e aventureiros indo e vindo.

Assim que saíram dos limites do Reino de Deheon, cuja capital era Valkaria, rumo às Montanhas Uivantes Perestroika parou e disse aos seus novos companheiros de viagem:

– Meus caros, fico feliz que aceitaram a tarefa que Khalmyr nos incumbiu de realizar. A minha alegria se dá pois o fizeram sem nem saber ou perguntar sobre uma possível recompensa. – Quando disse isso, ambos os aventureiros tomaram fôlego para falar, mas o anão continuou rapidamente – Claro que há uma. Fiquem tranquilos, minha ordem prega a justiça e é justo que vocês sejam pagos. Tenho comigo trezentos tíbares de ouro, cada um de vocês ficará com cento e cinquenta. O que me dizem?

– Um preço aceitável. – disse Yvhn, gesticulando enquanto falava – Jogue as moedas para cá.

– Jogá-las? Elas vão cair no chão e você terá o trabalho de pegar uma por uma.

– Isso até seria um problema, se eu não pudesse controlar o tempo. Vamos, jogue-as. Vou pegar todas.

Com um dar de ombros de quem se rendia ao invés de discutir sem necessidade, Perestroika jogou os cento e cinquenta tíbares. Se concentrando, Yvhn pronunciou algo e as moedas tremeram parando no ar. O riso de contentamento de Yvhn logo foi interrompido quando quase todas as moedas caíram no chão, continuando sua trajetória original. Apenas dez permaneceram paradas no tempo.

– Acho que você precisa de mais tempo para se concentrar, não? – disse Ryuken, rindo – Vou mostrar como que se faz. Não preciso de magia nenhuma de parar o tempo, porque meus reflexos e meu treinamento me permite pegar todas essas moedas. Vamos, anão, jogue todas as minhas.

Começando a pensar se realmente tinha contratado bons homens e não palhaços da corte, o paladino de Khalmyr jogou as moedas restantes. Enquanto Yvhn pegava suas moedas no chão, com resmungos sobre tempo não ser tão simples e ele ter sido tolo em esquecer disso, o monge adotou rapidamente uma postura de combate com as mãos formando conchas unindo os dedos. Movimentando-se rápido como um raio, Ryuken foi pegando as moedas antes que caíssem no chão. Mas existia um limite no tanto de moedas que ele podia pegar, visto que não podia guardar as que estavam em suas mãos. Sendo assim, terminou a exibição tendo pego metade das moedas e estando com ambas as mãos cheias de tíbares.

– Impressionante, Ryuken. Não imaginava que era possível mexer os braços tão rapidamente assim! Você deve ser um oponente temível em combate!

– Obrigado, anão. Quanto a ser temível em combate, creio que poderá ver com seus próprios olhos.

– Espero que sim. – disse o anão todo animado.

– Enquanto pegava minhas moedas estive me perguntando, senhor Perestroika, quanto o senhor recebeu para liderar essa expedição, por assim dizer? – disse Yvhn, que se aproximara depois de ter guardado seu pagamento, puxando o anão de lado para que Ryuken não ouvisse durante sua catação de moedas.

– Eu? Oras, eu não preciso de dinheiro. Eu tenho o favor de Khalmyr e isso me basta!

– Quer dizer que você abriu mão da parte que você teria direito na recompensa?

– Claramente. Khalmyr me proverá!

– Não duvido que ele o fará, mas acredito que umas moedas a mais no bolso não farão mal algum. – e assim sendo, o mago vestido de negro deu metade de sua recompensa para o anão paladino. – Não adianta insistir para que eu fique com esse dinheiro. Essa é sua parte, mesmo que devido a isso nosso caro amigo monge fique com mais dinheiro.

– Estou honrado, nobre Yvhn. Parece que Khalmyr me abençoou com aventureiros valorosos ao meu lado.

E seguiram viagem, montanha acima rumo à cidade de Anubarak.”

 

Depois dessa competição sem sentido (dá-lhe acertos e erros críticos, Ryuken e Yvhn) vamos finalmente chegar à Anubarak. E o que nossos heróis (ou quase isso) vão encontrar lá? TAN TAN TAN Continua no próximo post.

Aproveitando que agora temos os personagens do Júnior e do Lex na crônica. Não falei antes quem seria quem porque quis deixar para apresentá-los quando eles se reunissem.

Júnior joga como Perestroika, o anão paladino de Khalmyr.

Lex joga como Ryuken, o monge samurai.

E é isso por hoje. Fiquem ligados para o próximo conto, porque teremos COMBATE. Isso aí, porrada, morte e sangue.

Ciao.

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