Doctor Who S09E09 – Sleep No More

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Não só um review do episódio mas também uma breve reflexão sobre aspectos técnicos x roteiros numa mídia audiovisual.

Okay, tentarei ser o mais breve possível pois estou morrendo de sono e nem sei se o episódio tem muito a ser dito.

Toda temporada tem seu “episódio de terror”, e (quase) toda tem ao menos 1 episódio do Mark Gatiss (exceto a terceira e a quarta), um dos melhores amigos do Moffat e que, junto com ele, é showrunner de Sherlock (além de interpretar o Mycroft).

Esse episódio estava com a promessa de ser o de terror da temporada. Porém, ser escrito por Mark Gatiss deixou muita gente com o pé atrás; eu incluso. Não vou falar que tudo o que ele escreve é ruim, afinal gosto bastante do Night Terrors, da sexta temporada, que pra mim é o melhor episódio de terror da série nova (contando apenas o fator “dar medo”, afinal aquelas bonecas são pra foder).

Aliás, este episódio, mesmo sendo o pior da temporada, tem alguns méritos que na minha opinião o colocam acima de algumas outras “atrocidades” que já vimos, algumas até mesmo de Gatiss.

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Um roteiro confuso, que não emplaca e que parece querer prometer demais, querendo ser o que não é.

Mas por outro lago, a narrativa construída por “câmeras” (que o episódio revela que não são) ficou realmente fantástica. Imagino o trabalho que deve ter dado pra fazer. Olhar nos olhos dos personagens dá uma pegada completamente diferente, por mais que os conheçamos há tempos.

Mas, voltando, o roteiro continua fraco.

Sabe aquele amigo seu que paga de entendedor de cinema que ama X filme e vive falando “nossa, você tem que ver a direção daquele filme!/Nossa, que fotografia foda!/Você não faz ideia do quanto o trabalho de câmeras do filme é ótimo” mas em nenhum, NENHUM momento fala da história? Então, é um resumo desse episódio.

Penso que a parte legal de um filme e de uma série, seja ela animação ou com atores (ou ambos) é o fato de “adicionar” elementos que não teríamos apenas em um roteiro, que são a parte auditiva e a visual.

É como uma escada: num livro temos apenas o que nossa imaginação nos dá pelo que lemos nas palavras, e, no bruto, a história em si; num quadrinho temos a história mais o elemento visual, já num áudio drama temos a história mais o elemento auditivo; por fim, nas mídias audiovisuais, como o próprio nome disse, temos ambos os elementos.

E eles são importantes?

SIM, CLARO QUE SÃO!

Mas ainda assim, eu prefiro muito mais vê-los como um “bônus”. Por que de que adianta a obra ser ótima visualmente e auditivamente se não possuí núcleo, não possui alma?

Claro que é apenas a minha visão, e as vezes a parte audiovisual compensa sim um roteiro fraco e vice-versa, mas não é o caso nesse episódio.

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Apesar de que essa intro ficou bem maneira

E bom, dando uma visão mais interior ao episódio, Doctor Who é uma série que sempre brincou com os medos mais humanos, como sombras, estátuas e coisas do tipo. Infelizmente, um conceito que poderia dar tão certo quanto o dos Sandmen foi bem mal executado.

Mas, mesmo no roteiro, teve momentos que gostei. Primeiramente que o Doutor e a Clara estavam perfeitos, apesar de não brilharem tanto; segundo que gostei do universo criado ali, me pareceu bem interessante. Enfim, vamos a algumas anotações:

  • Nunca pensei que teria a oportunidade de comparar duas das minhas obras favoritas que são Doctor Who e Mad Max, mas ambas (no que diz respeito ao Sleep No More e ao Fury Road) mostram a dualidade de um roteiro bem trabalho e um mal trabalhado: as duas obras (o episódio e o filme) apresentam um universo interessantíssimo mas pouquíssimo explorado, e tudo o que sabemos dele são apenas através de referências sutis, que duram segundos; mas enquanto que em Mad Max isso é feito magistralmente, em que apenas em alguns segundos conseguimos contemplar e refletir sobre o que foi apresentado e o que aquilo espelha em nosso presente, no episódio isso acabou ficando muito jogado, dando um sentimento de que ia emplacar mas não era o que acontecia; além de que em Mad Max eram apenas coisas “a mais”, enquanto que em Sleep No More esses poucos momentos eram mais interessantes que o resto, o que não é bom;
  • Vou falar que até gostei do personagem de óculos que conduz o episódio. Pena que teve um final tão bobo. Aliás, O QUE DIABOS ACONTECEU COM ELE PRA ELE TER SOBREVIVIDO? Quem souber, por favor explique;
  • Os monstros eram beeeeeem sem graça;
  • O episódio mais fechado da temporada, sem referências a híbridos, magia ou a “possível morte da Clara”. Se fosse um pouco melhor, poderia ser um daqueles episódios para se recomendar aos amigos para conhecer a série, como Blink e Midnight são.

Mas e você, gostou do episódio? Deixe sua opinião aí nos comentários ^^

 

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