Iron Maiden – The Book Of Souls, faixa por faixa!

Um disco bem longo, mas que vale muito a pena.

Nesse ponto, acredito que o Iron Maiden seja uma banda que dispensa apresentações. Mas, pra não perder o hábito, aí vai: criada em 1975, a banda de Heavy Metal britânica sempre foi referência por onde passou, criando alguns dos trejeitos tanto visuais como musicais que fizeram o Heavy Metal ser definitivamente um dos gêneros mais fortes do planeta. Com suas longas músicas, seus ritmos cavalgados e suas épicas melodias, a banda sempre foi dita como uma das melhores, tendo pouquíssimas vezes recebido muitas críticas negativas.

Depois de 5 anos sem soltar um álbum novo, a banda voltou com tudo neste CD duplo, o primeiro da carreira. Interessante que esse álbum quebrou várias barreiras, como o de álbum mais longo da banda e o de música mais longa da carreira (Empire of the Clouds, com seus 18 minutos). Depois de seu vocalista Bruce Dickinson ter se recuperado de um tumor cancerígeno na garganta, muitos tinham medo de que ele voltasse fraco para este álbum; e meus amigos, podem ter certeza que não irão se decepcionar.

If Eternity Should Fail – Um teclado e a voz de Bruce (bem soturna) dão início à canção. Após declamar alguns versos, o restante dos instrumentos entra com uma produção que dá aquela dita impressão de que o álbum teria essa vibe “ao vivo”. Bem direta (ao contrário da música inicial do disco anterior The Final Frontier), a música tem um clima extremamente soturno, com um refrão que à primeira vista pode não parecer nada demais, mas é repetido tanto ao longo da canção que logo fica preso na sua cabeça, e no “bom sentido” (se é que pode se dizer isso). Com uma passagem instrumental bem legal, uma letra bem reflexiva sobre o começo e o fim e um final tocado apenas no violão e com um emaranhado de vozes,  a canção inicia muito bem o disco. Nota 8,5/10.

Speed Of Light – Primeiro single do álbum e quebrando um pouco o clima da música anterior, temos aqui uma canção bem mais “pra cima”, direta e divertida, que se reflete em seu clipe (que homenageia as 4 décadas de vídeo games e que se encontra ao final do post). Sua letra de ficção científica e seu refrão tornam tudo ainda mais agradável, mas ainda é uma música um pouco inferior à anterior. Nota 8/10.

The Great Unknow – Com um começo lento, a canção lembra bastante a época do Brave New World. Com sua letra cheia de metáforas e ceticismos, The Great Unknow é uma música fantástica que passa num piscar de olhos. Nota 9/10.

The Red And The Black – Um violão tocando um ritmo latino dá início à primeira canção de mais de 10 minutos do álbum (e acredite, haverá mais) para logo ceder lugar ao resto dos instrumentos. Até então, é o ponto alto do álbum, pois mesmo com seus 13 minutos de duração a canção é tão imersiva que você mal a vê passando. O trecho instrumental é ótimo e nem um pouco cansativo, além de conter bons e velhos “oooooh ooooooh” que qualquer fã adora cantar ao vivo. Nota 9,5/10.

When The River Runs Deep – Começando com o pé na porta, outra ótima canção no CD. Bem rápida e bem épica, só fica um pouco (repito, um pouco) mais cadenciada no refrão, mas é algo bem natural e a música realmente anima, daquelas que é até perigoso ouvir enquanto se dirige. Nota 9/10.

The Book Of Souls – Ponto alto do disco um, sem sombra de dúvidas. E na boa? Não há muito o que dizer dessa faixa. Apenas vá ouvi-la e aproveite. Nota 10/10.

Death Or Glory – O disco dois já começa com tudo na segunda canção composta por Smith e Dickinson, que, assim como a primeira, é uma canção bem direta e animada. Um pouco mais soturna talvez por conta de seu tema e sua letra. Aliás, não só a temática da música como sua levada lembram de leve Where Eagles Dare, do clássico Piece Of Mind, apesar desta se tratar dos triplanos, caças utilizados durante a Primeira Guerra Mundial. Nota 9,5/10.

Shadows Of The Valley – Outra porrada, desta vez bem nos moldes “épicos” que Steve Harris adora, tanto e sua letra quanto (principalmente, na verdade) em sua pegada, bem melódica. Não impressiona tanto quanto a anterior, mas ainda assim é fantástica. Nota 9/10.

Tears Of A Clown – Canção bem carregada, Tears Of A Clown, apesar de não mostrar o mesmo clima das músicas anteriores, se mostra uma ótima obra quando isolada. Sua letra, que trata sobre depressão de pessoas que aparentam estar felizes (se baseando mais especificamente no caso de Robin Williams), é belissimamente bem escrita, e apesar de ser uma canção mais introspectiva e menos “épica”, ainda carrega um peso enorme, em todos os sentidos da palavra. Ótima música, e belo refrão. Nota 9,5/10.

The Man Of Sorrows – Com um começo bem melódico que vai ganhando peso aos poucos, a música (que tem o mesmo nome de uma da carreira solo do Bruce Dickinson) apresenta uma bela letra (que, pra falar a verdade, até parece uma continuação da anterior), conquista logo na primeira reprodução, principalmente por conta de seu belo refrão. Nota 9/10.

Empire Of The Clouds – 18 minutos de pura beleza musical. Depois de uma introdução instrumental de aproximadamente 2 minutos, grande parte da canção é guiada por Bruce Dickinson em seu piano pela primeira vez na história da banda. Junto com a abertura de If Eternity Should Fail, é a primeira vez desde Powerslave que há duas músicas compostas apenas por Dickinson (interessante que também é a primeira vez desde Powerslave que há  uma música mais longa do que Rime Of The Ancient Mariner), tornando para alguns, inclusive tematicamente, este álbum um “sucessor espiritual” do dito cujo. A letra da música, muito bela, é baseada no acidente do dirigível R101 em 1930. Melhor música do disco? Talvez, é bem progressiva então pode desagradar alguns. Mas na minha opinião não está só entre os pontos altos do disco como de toda a banda. Nota 10/10.

Um álbum duplo que tem tudo pra ficar marcado na história da banda por ultrapassar vários limites. E o mais interessante é que mesmo com suas canções longas e progressivas, cheias de viagens, o álbum ainda traz as opções para os fãs das músicas mais diretas da banda, sem um disco bem variado. Posso ter parecido meio tendencioso, mas na verdade nunca fui um fã nato de Iron Maiden; eu realmente me surpreendi com a qualidade do disco. No mais, um prato cheio pra qualquer fã de música, não só de metal.

Nota Geral: 9/10.

E você, gostou do álbum? Deixe aí nos comentários suas opiniões e qual sua música favorita!

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s