[Análise] Saga Maze Runner!

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CRUEL é bom. Mas e os livros?

No segundo semestre de 2014, combinei de ir ao cinema com um pessoal. Na época, não tinha nada que eu conhecia passando, então decidiram assistir a esse tal de Maze Runner – Correr ou Morrer. Meu único contato até então tinha sido o de um amigo que estava lendo o livro e comentou que iria sair um filme, mas só. Fui assistir achando que seria “mais um” Jogos Vorazes ou Divergente (não que seja ruim, tenho certo apreço pelo primeiro; quanto à saga Divergente, bom, ainda não assisti nem li nada).

E não é que me surpreendi?

Primeiramente, a premissa, por mais que não seja a mais original, é ótima: um grupo de adolescentes, todos homens, presos numa clareira rodeada por 4 grandes muralhas, e atrás delas há um gigantesco labirinto. E pra melhorar, ninguém se lembra de nada do que aconteceu antes de pararem ali. Durante a noite, as portas que dão acesso a esses labirintos se fecham, e tudo o que as pessoas ouvem são gritos horrendos. Vamos acompanhando a história de Thomas, um jovem que acabou de chegar. E, pra piorar, logo após ele chegar, uma menina, pela primeira vez para eles, chega ao local, com um bilhete escrito “ela será a última”.

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Esperando o post ir direto ao ponto

Todo esse clima mais voltado ao suspense, beirando o horror em alguns momentos, é ótimo e muito bem feito, ainda mais se considerarmos ser um filme “adolescente”. O jeito que as pistas para o grande mistério sobre por que eles estão ali e o que há no labirinto durante a noite são apresentadas é ótimo, e intrigam bastante, além do filme não tentar forçar um romance como ocorre em outras franquias irmãs.

Com um ótimo gancho nos segundos finais do filme, não resisti e fui atrás dos livros. Qual não foi minha surpresa ao ver que a editora V&R tinha lançado um ótimo box com a trilogia, o livro que se passa antes da história, um livro de extras e ainda por cima um poster? Devorei a série toda em algumas semanas, e aqui vai minha análise, livro por livro (calma, não vai ser tão grande):

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Correr ou Morrer

O primeiro livro da série, lançado em 2009 por James Dashner (que escreveu todos os livros), começa muito bem. Chamado lá fora apenas de “The Maze Runner”, o livro conta uma história parecida com a do filme, com poucas mudanças. Por exemplo, no livro, Thomas e Teresa conseguem falar um com o outro por telepatia. Parece destoar com o clima apresentado no filme, mas no livro é completamente natural.

A narrativa, em terceira pessoa, acompanha apenas a Thomas, então ele é o personagem mais desenvolvido e mais exposto. Todos os personagens, por mais que alguns sejam um pouco rasos, apresentam uma química boa entre si, sendo bem convincentes em seus diálogos, parecendo mesmo adolescentes, sem forçar a barra.

É interessante também a maneira com que Dashner explora a sociedade criada pelos Clareanos, o grupo de principais. Por viverem isolados no meio do labirinto a um certo tempo, eles criaram uma sociedade própria com costumes próprios, tendo uma própria mitologia (bem pequena) e criando até mesmo termos novos, usados apenas por eles.

O maior problema deste livro, que vai se estender por todos os outros, é a falta de habilidade de Dashner em descrever, principalmente no que diz respeito a cenários, ou há situações que sejam muito incomuns ao nosso imaginário. Outro ponto negativo é que o, digamos, “pós-clímax” se estende demais. Mas fora isso, é uma ótima leitura.

Nota: 8,5

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Prova de Fogo

Aqui chegamos em um ponto interessante. Primeiramente que só o fato de saber que a história continua fora do labirinto do primeiro livro pode ser meio desanimador para algumas pessoas. Mas aqui, Dashner ainda mantém o pique do primeiro livro.

Novos personagens, novo cenário, e muitos, MUITOS novos mistérios. Chega a dar aquele medo de que eles não serão revelados no último livro da trilogia, mas te instigam demais a continuar lendo.

Aqui, o universo apresentado é muito bem expandido, com a inforação sendo jogada de uma maneira bem imersiva, sem ser feito apenas com diálogos expositivos.

Pelo seu ótimo ritmo, ótima expansão de universo e um clímax ainda melhor que o do primeiro livro, Prova de Fogo só não é tão bom quanto seu antecessor pelo Deserto não estar nem perto de ser tão imersivo quanto o Labirinto era.

Nota: 8

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A Cura Mortal

E chegamos no ponto mais baixo de toda a saga.

Infelizmente, o último livro da história principal é também o mais fraco. Aqui, Dashner parecia não saber muito bem a onde levar sua história. Algumas coisas foram resolvidas de uma maneira muito fácil, além de que explicações para alguns mistérios foram no mínimo revoltantes. Além do clímax, que, apesar de satisfatório, é muito mal executado, deixa muitas pontas soltas e, perto de tudo que havia ocorrido até então, deixa muito a desejar.

O livro não é de todo o mal. Há alguns trechos ótimos, como a parte final de Newt. Mas de resto, é o livro mais fraco da série.

Nota: 6,5.

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Ordem de Extermínio

E chegamos na cereja do bolo.

Um livro que se passa antes da história principal, com nenhum personagem em comum, na verdade é desanimador. Ainda mais se considerarmos o final do último livro, em que ficamos com aquela sensação de que “ele tem que arrumar isso”.

Mas o que temos aqui é o melhor livro da série.

Acompanhamos a história de 4 amigos, 2 adolescentes e 2 ex-militares, que tem que sobreviver no mundo devastado em que a série se passa. No meio do caminho, eles encontram uma menina que os acompanha na sua jornada de sobrevivência.

A sinopse realmente não entrega nada de novo, mas o jeito que Dashner trabalha temas como sobrevivência, amizade, esperança sanidade são de cair o queixo. O livro acaba tendo uma escrita muito mais fluída também, além de ter um clímax espetacular.

E o livro não é tão distante da série principal, pois além de se passar no mesmo mundo, explica muitas coisas relacionadas à “organização do mal” do livro e o passado de alguns personagens é levemente tangenciado. Enfim, um ótimo livro.

Nota: 9,5

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Arquivos

Aqui, temos um compilado de extras da série. Mais detalhes sobre o surgimento da CRUEL, que é a organização principal do livro; sobre a origem dos verdugos, que são os monstros apresentados no primeiro livro; uma história extra do Minho, que é um dos protagonistas da série; e muito mais, além de algumas ilustrações.

O livro não é essencial para o entendimento da série, mas expande e explica bem alguns conceitos, além de ser curtíssimo.

Nota: 7,5

Considerações Finais

A Saga Maze Runner é uma ótima pedida para quem gosta de suspense e de ficção científica. O universo apresentado, por mais clichê que seja, é bem explorado e intriga bastante. Apesar da derrapada do terceiro livro, todo o resto da série é ótimo. Mas, por outro lado, não espere nenhuma obra-prima. É algo bem divertido e imersivo, mas com diversas falhas.

Nota geral: 8

É bom citar que a edição brasileira feita pela V&R é caprichada. Não sei se as capas são exclusivas do Brasil, mas sem dúvidas são as capas mais bonitas da série, principalmente se comparamos com as capas originais ou com as capas que parecem mais versões alternativas das de Jogos VorazesDetalhe que a caixa em que os livros vem é ótima. De todas as séries de livros que tenho que vieram em uma caixa, a de Maze Runner da V&R é a melhor. Dura, cabe todos os livros sem esforço, e fica linda na estante.

Enfim, agora é esperar. No próxima mês sai o filme que adapta Prova de Fogo, e ano que vem sai o quinto livro da série, The Fever Code (que acredito ainda não ter nome aqui no Brasil), que irá se passar entre o Ordem de Extermínio e o Correr ou Morrer.

E você? Já leu os livros? Já assistiu ao filme? Deixe sua opinião aí nos comentários!

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2 comentários sobre “[Análise] Saga Maze Runner!

    • Ah cara, que isso, só por que uma das personagens mais importantes teve um final digno ao de um figurante? :v ueahueahueh

      E nossa, eu achei o 2º bem melhor que o 3º. Acho que por conta de ainda ser eles tendo que sobreviver e descobrir o que está acontecendo, eu senti que o livro tem uma “unidade” que o 3º não tem, sei lá, pra mim neste último em vários momentos o Dashner não sabia direito o que fazer. Mas teve momentos bons sim, como eu disse, além do final do Newt tem eles revisitando o labirinto no final que eu achei bem legal.

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