[Análise] Supergirl, S01E01!

Superfirl“Por que não ‘Superwoman’?”


Na última semana, o canal do YouTube da CBS soltou um “First Look” (um trailer) para o seriado da nossa querida Super-Moça de 6 minutos (que você pode conferir clicando aqui), e logo depois não demorou para o próprio primeiro episódio vazar. A intenção não é fazer um post analisando cada episódio do seriado (afinal, oficialmente ele só será lançado daqui 6 meses), mas como não vi muitos lugares comentando desse episódio vazado decidi tecer alguns comentários sobre.

Primeiramente, a história. A Supergirl (interpretada por Melisse Benoist), ou melhor, Kara Zor-El (criada por Otto BinderAl Plastino em 1959), é uma das últimas sobreviventes de Krypton e prima de Kal-El, ou melhor, Superman. Um pouco mais velha que seu primo, foi enviada a Terra para poder protegê-lo. Porém, no meio da viagem, acabou indo parar na Zona Fantasma, um lugar onde o tempo não passa, ficando por um período de 24 anos por lá. Quando saiu e caiu na Terra, seu primo já havia se tornado o maior herói da Terra, e restava à Kara viver uma vida “normal”, sem precisar proteger seu primo. Este acabou levando-a ao cuidado dos Denvers, onde acaba conhecendo Alex, sua irmã adotiva, numa família de cientistas que cuida dela até sua fase adulta. Agora, trabalhando no conglomerado de mídias CatCo, Kara Denvers tem que decidir o que fará de sua vida.

SupergirlNunca fui de assistir séries de TV de super-heróis, então devo dizer que fui muito ingênuo achando que o CG do seriado seria do nível de um filme. Foi algo muito aquém do esperado por mim, mas que não comprometeu nem um pouco a obra.

Kara é uma personagem muito, muito carismática. Melissa Benoist está incrível no papel, se revelando uma ótima atriz, e, claro, muito bonita. Aliás, quase todas as atuações estão muito boas; o problema é que o roteiro, muito simples mas tentando se levar a sério, limita demais os atores e atrizes. O pouco impacto sentido nas cenas que eram para terem algum impacto é de total mérito da atuação.

Aliás, não posso deixar de falar novamente de “feminismo” (detalhe pras aspas). Sendo, por enquanto, o único seriado de heróis dessa leva nova que tem uma protagonista feminina, é lógico que em algum momento isso viria a tona na série; mas o problema é que vem de maneira muito forçada. Temos, por exemplo, uma cena de um personagem dizendo “ela ainda é muito fraca” apenas para a resposta ser “por que? Só porque é uma menina?”. Se querem que isso seja um conflito para ser discutido, que façam isso de uma maneira mais “natural”.

Os personagens masculinos, por enquanto, não mostraram ser grande coisa. Temos Winn, amigo de Kara que tem uma queda por ela e que a ajuda a se firmar como “Supergirl”; James “Jimmy” Olsen (engraçado que não vi ninguém reclamando de terem chamado um ator negro, ao contrário do que aconteceu com o Tocha Humana no novo filme do Quarteto (que inclusive teve o ator dando uma resposta ÓTIMA ao ocorrido)), ex-repórter do Planeta Diário que veio para National City (onde se passa a série) e também está trabalhando na CatCoHank Henshaw, diretor do Departamento de Operações Alienígenas, que mostra um certo embate com Kara pela mesma ser uma alienígena.

É interessante também a homenagem que fizeram ao escolherem os atores para viverem os pais adotivos de Kara aqui na Terra. Ninguém menos que Dean Cain (que fez o Superman em Lois & Clark: As Novas Aventuras do Superman) e Helen Slater (que fez a própria Supergirl no filme para TV de 1984);

Ah, Helen Slater...

                                              Ah, Helen Slater… 

Bom, eu vi muita gente reclamando do clima “O Diabo Veste Prada” da série, dizendo que é uma “série para meninas” sendo “adolescente demais”. Na série, Kara é apenas um tipo de mulher, enquanto que em Arrow temos um tipo de homem, em Flash outro e em Demolidor outro. Ser “adolescente demais” é uma coisa que é indiferente da série ter um protagonista homem ou mulher.

O primeiro episódio não é nem um pouco profundo, força a barra algumas vezes e tem as lutas bem mal coreografadas. Mas as atuações e o carisma dos personagens, principalmente de Kara, fazem valer a pena. Provavelmente vou acompanhar, e espero que o seriado cresça além do “dia-a-dia de uma menina com super poderes”. Mas agora, é só esperar 6 meses.

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