[Recomendação] Série Ace Attorney (3 primeiros jogos)

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Hora de falar (e ser fanboy) da série do melhor advogado de todos (chupa Matt Murdock).

Lex aqui e essa é minha primeira matéria, um momento grandioso para a humanidade e algo para contar para os seus netos com orgulho.

Caham.

Não sabia o que escolher para ser a primeira matéria então resolvi falar de Ace Attorney, sim, aquele jogo do cara que espirra no Ultimate Marvel vs Capcom 3. Ace Attorney, é uma daquelas séries de jogos que algumas pessoas ouvem falar e poucos chegam a jogar. Pelo menos aqui no Brasil ela não é muito popular, então achei que seria interessante começar falando de uma série que não se vê comentando tanto por aí.

Bem, vamos lá.

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Esse dedo apontado, todos deviam fazer essa pose quando veem alguém mentindo.

Ace Attorney, conhecida como Gyakuten Saiban no Japão, atualmente conta com 5 jogos da série principal, 2 spin-off e 1 crossover. Também está pra sair um novo jogo que antecede os anteriores, contando com grandes figuras como Sherlock Holmes.

Nessa matéria irei focar apenas nos três primeiros jogos da série, que são bem similares entre si e fecham uma espécie de ciclo. Os outros eu abordo com mais calma mais pra frente (não é que eu tenho preguiça pra pensar em novos temas e reutilize o assunto, longe disso).

Os primeiros três jogos da série Ace Attorney são “Ace Attorney: Phoenix Wright”, “Ace Attorney: Phoenix Wright: Justice for All” e finalmente “Ace Attorney: Phoenix Wright: Trials and Tribulations” (malditos nomes gigantes, engraçado que no Japão são apenas Gyakuten Saiban 1, 2 e 3). Esses jogos foram desenvolvidos pela Capcom e lançados inicialmente para GBA, o primeiro jogo em 2001, o segundo em 2002 e o terceiro em 2004. Essa versão para GBA nunca saiu do Japão, o jogo somente veio para o ocidente com os remakes para Nintendo DS, o primeiro jogo chegando em 2005, o segundo em 2007 e o terceiro em 2009, e isso considerando o lançamento nas Américas e não na Europa.

Ok, chega de falar disso, metade dos leitores já devem ter fechado essa matéria ou dormido. Maldita juventude folgada que tem preguiça de ler. No meu tempo…

Pera, sem divagar, foco, vamos falar dos jogos em si agora.

Bem, durante esses jogos acompanhamos a trajetória de Phoenix Wright, um advogado novato e inexperiente que com sua fé nos clientes, uma boa dose de blefe e persistência em linhas de pensamento aparentemente insignificantes, consegue resolver casos praticamente impossíveis. E após inúmeros casos e jogos ele continua sendo o mesmo blefador de sempre (caramba Wright, você chegou a estudar direito?).

Um dos maiores trunfos da série são seus personagens, até mesmo os figurantes são interessantes, muitas vezes irritantes, porém cada um com seu charme.  E a maioria deles tem alguma piadinha no nome, uns óbvios, outros precisam de bastante de contexto, porém é legal tentar descobrir elas.

Trilha sonora é algo que chama muita atenção também, mesclam muito bem com o ambiente e situação, e também há personagens que você lembrará mais pela OST dele do que por suas ações. Bem, é meio difícil escolher algumas OSTs de exemplo, pois são tantas boas… Bem, apenas abra esses links e sinta o poder da elegante “The Fragrance of Dark Coffee”, a épica “Tell the Truth 2002” e a clássica “Investigation – Cornered 2001”.

Caralho, a matéria tá ficando muito grande, difícil falar de uma série que se ama tanto sem se empolgar. Bem, vamos ir direto pras mecânicas de jogo.

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Phoenix Wright e seus grandes pensamentos e conclusões.

O jogo pode ser dividido em duas partes, que costumo chamar parte de investigação e a parte de tribunal. Na de investigação você visita locais, examina cenas e interroga pessoas (momentos como esse me fazem pensar se o Phoenix é realmente um advogado ou um detetive, mas enfim). Essa parte é vital para reunir provas que serão utilizadas no tribunal e para entender como está a situação.

Já na parte de tribunal é onde tudo pega fogo, você é posto contra um promotor e precisa lutar para provar a inocência do seu cliente. Resumidamente, a promotoria traz uma testemunha e cabe a você encontrar falhas ou mentiras no testemunho através da “cross-examination”, onde você compara o testemunho com as provas que você tem até o momento e encontra a contradição. E essa é uma das grandes graças do jogo, pensar, procurar a falha e ver a reação de desespero de todo mundo enquanto você se aproxima da verdade (tá certo que em alguns momentos você não vai ter ideia do que fazer e sair apresentando todas as provas na esperança de uma dar certo, mas a vida tem dessas). Também é possível pressionar certas partes do testemunho para obter novas informações, o que muitas vezes é vital.

O game over acontece quando você erra um determinado número de vezes em achar a contradição e o seu cliente é declarado culpado.  No primeiro jogo se você errar 5 vezes você recebe o game over, já nos jogos seguintes as advertências são substituídas por uma “barra de HP” onde certos erros tem uma perda maior de vida e outros uma perda menor.

Bem, só pra finalizar a parte de gameplay, do segundo jogo em diante você recebe um item chamado “Magatama”, uma joia que lhe permite saber quando alguém está mentindo ou escondendo algo. Quando isso ocorre aparece correntes e cadeados que são chamadas “Psyche-Lock”, cabe a você apresentar provas e ir rompendo os cadeados até a pessoa resolver falar tudo. Se você errar nessa ocasião você também perde “HP”, mas não há game over, e após solucionar uma interrogação dessas é recarregado metade do seu “HP”.

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Pra quem precisa de mais incentivo, Ace Attorney também é um belo poço de waifus.

Eu realmente não queria que essa matéria ficasse tão grande, mas não pude evitar. Ace Attorney é uma das minhas séries favoritas de jogos e me entristece ver que pouca gente joga ou por não ligar ou por achar o jogo cansativo. Vou ser sincero, tem horas que realmente é um saco ler um monte de texto torcendo pra chegar logo no tribunal, mas o resultado final é muito prazeroso. Bem, se você for um maldito preguiçoso que tem preguiça de ler e só joga FPS e jogos de luta esse jogo não é pra você, sério, nem tenta, você vai começar a ler, ficar com preguiça e fechar o jogo. Agora, se você é um cara interessado em algo com uma boa história, personagens cativantes e não liga de passar algum tempo lendo várias linhas de diálogo (acho que se você teve saco de ler essa matéria inteira você tá preparado pra jogar um Ace Attorney), feche essa matéria e vá jogar agora.

Bem, essa foi minha primeira matéria, nunca fiz algo do tipo então, por favor, façam críticas, sugestões ou qualquer coisa do tipo. Ficarei feliz com qualquer retorno.

Então é isso, beijos para todos e até mais.

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